Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de novembro, 2008

conto xadrez

Era uma vez um gato xadrez, que vivia pulando os telhados da vizinhança altas horas da noite. Ah, noites mal dormidas! Certo vizinho de olheiras grandes preparou um veneno e o levou numa tijela com leite até num canto do seu telhado. Pra ele era gato, e gato safado. Veio a noite, mas sem barulheira doida no telhado. Ouvia-se sim alguns ruídos breves, suportáveis. Uma trégua veio por uma noite de sono tranquila. Raiou o sol. Subiu o vizinho de olheiras não tão grandes como antes para averiguar a tocaia. E tinha gato morto, malhado, duro de pedra. Que alívio! Tamanho foi o bafafá quando soube a vila da tal morte do safado gato malhado, que teve até brinde em roda de bar. Noites sem olheiras pra todos. Lá pelas tantas veio a noite de novo e com ela o mesmo barulhão das noites de antes da tocaia. Irritado, foi o homem de olheiras grandes, de novo, averiguar a barulheira sem eira nem beira. Foi devagarinho, em passos mansos pra não espantar o causador de tamanha amolação. Subiu os degraus d...

a Bandeira

O Verde, a natureza viva, a constante mocidade de nossas imensas terras e florestas. O Amarelo, a natureza morta, nossa riqueza mineral, o ouro que ainda hoje é o lastro da moeda em circulação. O Branco, nossos sonhos, nossos desejos, nossas aspirações de paz. O Azul, nosso céu cravejado de estrelas que se perdem no infinito que cobre com seu encanto a nossa terra. Tais estrelas, nossos Estados. "Ordem e Progresso", o lema, no centro de tudo. Quatro dias após a Proclamação da República, foi apresentado o projeto da nova Bandeira brasileira. O escudo imperial deu lugar à esfera azul ao centro, representando o céu do Rio de Janeiro, naquela época, capital do Brasil. Foram supridos os ramos de café e de fumo e colocado o "Cruzeiro do Sul". Os demais traços que ficaram da bandeira imperial ficaram para demonstrar continuidade histórica. Idealizada por Miguel Lemos e projetada por Raimundo Teixeira, a bandeira republicana foi criada pelo decreto n° 4 de 19 de novembro de...

proclamada a República

A "República" é uma forma de governo em que o supremo poder é exercido temporariamente por um ou mais indivíduos eleitos pelo povo. Desde os primeiros movimentos ocorridos por ocasião da nossa Independência, era pensamento dos patriotas introduzirem a República como forma de governo em nossa terra. Era esse o pensamento de Felipe dos Santos em 1720, de Tiradentes em 1789 e mesmo dos participantes da Revolução Pernambucana em 1817. Tendo D. Pedro I proclamado a nossa Independência em 1822, e sendo ele membro da família real portuguesa no Brasil, não parecia justo a recusa do sistema monárquico para governar o nosso País. No entanto, todos os movimentos que agitavam o Brasil de um jeito ou de outro, tinham sempre um objetivo: trocar a forma de governo imperial pela República. Tais movimentos acabavam sendo dominados pela força dos militares do Império, deixando inatingidos apenas o sentimento e a idéia de República. O que contribuiu significativamente para a queda da Monarquia ...

modere o volume baixo

Recentemente noticiaram que ouvir música alto prejudica os ouvidos. Pra mim uma notícia boba porque não é de hoje que isso é sabido por muitos. Ainda assim entrei no embalo da música e pensei, o que leva nossos caros ouvintes, com seus modernos aparelhos de mp3player, a aumentar o volume? Vi na reportagem da televisão que um aumenta por causa do barulho do metrô de São Paulo. Outro porque gosta da música, então fica tão empolgado com as batidas (funk não, pelo amor de deus) que mal se dá conta de que o volume está alto. Mas há outras razões não reveladas do grau maior nos tímpanos dos ouvintes de mp3. Arrisco algumas porcentagens. 40% aumentam o volume nos coletivos de transporte para não ouvir fofocas nem os papos ruins de alcoviteiras de volume desajustado. 27% sobem o volume para não ouvir, além do barulho do metrô de Sampa e de coletivos lata-velha, o barulho das máquinas de volume desajustado das obras que se espalham pelas cidades. Um tanto porcento ainda aumenta o volume pra fug...

remakes&cia

Pois é a onda do fazer de novo o que já foi feito, com roupagem nova, tá em alta. Filmes, séries, animes, novelas, livros, games, músicas. Coisa velha (corrijo rápido, velha é a mãe) tem virado novidade meio que num estalar de dedos. Quem não conhece Street Fight, a lendária saga de luta da Capcom? Fez sucesso nos anos 90, ressucitou alguns anos atrás com coletâneas repaginadas para o PS2 e já vem vindo para o PlayStation 3 com Super Street Fight 2 HD abrindo as cortinas para o Inédito Super Street Fighter 4. E o que dizer das coletâneas de The King of Fighters e Fatal Fury lançadas a rodo pela também lendária softhouse SNK/Playmore para o console de 128 bits da Sony? Apreciadores das obras, como eu, não nego, dizem hummm...que beleza! Renasceram obras primas do cinema como Titanic (não torçam a cara), filmes de Hitkock, Os 300 de Esparta e tantos outros que não me lembro. Os noveleiros devem ter em mente que Irmãos Coragem, Anjo Mau, Mulheres de Areia ganharam novas versões. Pantanal ...

algo na mata

Era noite e o breu tomava conta dos matagais cortados pelas estreitas estradas de terra. Ao longe, algumas das casinhas, distantes umas das outras, insistiam com o lampião aceso. Na escuridão o silêncio se quebrava com o coaxar das rãs e o barulho dos grilos. Marina sabia, por mais que tardasse aquela coisa iria se manifestar de novo, em algum lugar, de alguma forma. Sentada atrás da porta velha de madeira, um pouco entreaberta, com a velha espingarda na mão, estava pronta para silenciar os ruídos de toda noite, as baixas no rebanho, o mesmo barulho veloz e assustador no meio da mata. Poucas horas se passaram, os lampiões de algumas das casinhas já não eram mais vistos, as rãs já não coaxavam como dantes, só de longe ecoava o barulho mais intenso dos grilos. Vieram ruídos e passos bruscos. Marina se pôs em alerta. Levantou-se ela do banquinho e ficou à espreita. Passos se aproximou da casa. Trêmula, mas atenta aos ruídos, buscou lá fora alguma coisa pelas frestas do casebre de madeira....

balancetes de Obama

Hoje foi dia de eleições nos States e como ando meio atordoado das idéias vou dizer algo sobre. Foi a maior de todas as campanhas políticas presenciadas pelo mundo, a mais high tech. Barack Obama teve a Internet e toda uma parafernália eletrônica à sua disposição para sair do anonimato e despontar na preferência dos eleitores. Com ' mybarackobama ' inovou, criou uma rede ampla de apoio e mobilização social em prol da mudança que re-acendeu no povo o ânimo de tentar de novo dias melhores para todos. Não à toa sua campanha lhe rendeu o título de o anunciante do ano de Advertising Age durante a conferência anual da Association of National Advertisers conforme noticiado pela newsletter Meio&Mensagem . Também pudera, só de propaganda eleitoral na tv o democrata pagou o triplo em comparação com o gasto do republicano John McCain ( Último Segundo ). O alto preço e a originalidade da campanha de Obama têm surtido efeito. A idéia de um primeiro presidente negro no comando dos States...