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a Bandeira


O Verde, a natureza viva, a constante mocidade de nossas imensas terras e florestas. O Amarelo, a natureza morta, nossa riqueza mineral, o ouro que ainda hoje é o lastro da moeda em circulação. O Branco, nossos sonhos, nossos desejos, nossas aspirações de paz. O Azul, nosso céu cravejado de estrelas que se perdem no infinito que cobre com seu encanto a nossa terra. Tais estrelas, nossos Estados. "Ordem e Progresso", o lema, no centro de tudo.

Quatro dias após a Proclamação da República, foi apresentado o projeto da nova Bandeira brasileira. O escudo imperial deu lugar à esfera azul ao centro, representando o céu do Rio de Janeiro, naquela época, capital do Brasil. Foram supridos os ramos de café e de fumo e colocado o "Cruzeiro do Sul". Os demais traços que ficaram da bandeira imperial ficaram para demonstrar continuidade histórica. Idealizada por Miguel Lemos e projetada por Raimundo Teixeira, a bandeira republicana foi criada pelo decreto n° 4 de 19 de novembro de 1889.

O primeiro hasteamento ocorreu em 25 de novembro de 1889, ao meio dia, daí o fato de ser hasteada na mesma hora em 19 de novembro. O hasteamento no Palácio Presidencial, nos Ministérios, Câmara dos Deputados, Senado, Governos Estaduais, Prefeituras e repartições públicas nas fronteiras deve ser diário, em dias de expediente.

O hino à bandeira, composição de Olavo Bilac e música de Francisco Braga, foi feito em 1906 para ser cantado nas escolas do Distrito Federal. No entanto foi tão bem executado que logo se tornou popular em todo o território Nacional, ficando como Hino oficial sem que leis o determinassem.

Fonte: Adaptado de Datas e Vultos Históricos vol.1, Luiz Cesar Pinto Ribeiro.

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