
Era uma vez um gato xadrez, que vivia pulando os telhados da vizinhança altas horas da noite. Ah, noites mal dormidas! Certo vizinho de olheiras grandes preparou um veneno e o levou numa tijela com leite até num canto do seu telhado. Pra ele era gato, e gato safado. Veio a noite, mas sem barulheira doida no telhado. Ouvia-se sim alguns ruídos breves, suportáveis. Uma trégua veio por uma noite de sono tranquila.
Raiou o sol. Subiu o vizinho de olheiras não tão grandes como antes para averiguar a tocaia. E tinha gato morto, malhado, duro de pedra. Que alívio! Tamanho foi o bafafá quando soube a vila da tal morte do safado gato malhado, que teve até brinde em roda de bar. Noites sem olheiras pra todos.
Lá pelas tantas veio a noite de novo e com ela o mesmo barulhão das noites de antes da tocaia. Irritado, foi o homem de olheiras grandes, de novo, averiguar a barulheira sem eira nem beira. Foi devagarinho, em passos mansos pra não espantar o causador de tamanha amolação. Subiu os degraus da escada de pau, espiou daqui, olhou dali, até ver o cachorro do outro vizinho de pijama xadrez acabando de pular o seu telhado para a casa da vizinha ao lado. Pois é, o cachorro do vizinho pulando o telhado dele sabe-se lá pra que. "E a dona do cachorro?", perguntava-se ele. Humpf...era a única na vila que dormia tranquila sem ouvir qualquer barulho. Também pudera, no quintal dela havia árvores e árvores de maracujá. Sossega leão!
Raiou o sol. Subiu o vizinho de olheiras não tão grandes como antes para averiguar a tocaia. E tinha gato morto, malhado, duro de pedra. Que alívio! Tamanho foi o bafafá quando soube a vila da tal morte do safado gato malhado, que teve até brinde em roda de bar. Noites sem olheiras pra todos.
Lá pelas tantas veio a noite de novo e com ela o mesmo barulhão das noites de antes da tocaia. Irritado, foi o homem de olheiras grandes, de novo, averiguar a barulheira sem eira nem beira. Foi devagarinho, em passos mansos pra não espantar o causador de tamanha amolação. Subiu os degraus da escada de pau, espiou daqui, olhou dali, até ver o cachorro do outro vizinho de pijama xadrez acabando de pular o seu telhado para a casa da vizinha ao lado. Pois é, o cachorro do vizinho pulando o telhado dele sabe-se lá pra que. "E a dona do cachorro?", perguntava-se ele. Humpf...era a única na vila que dormia tranquila sem ouvir qualquer barulho. Também pudera, no quintal dela havia árvores e árvores de maracujá. Sossega leão!
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